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Resumo em 10 segundos

Um futuro médico do Recife denunciou um comentário racista após postar uma foto com jaleco e um livro dos Racionais MC’s. O caso expõe uma pergunta incômoda: quem a sociedade acha que pode ocupar a medicina? 🩺📚

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Um estudante de medicina do Recife denunciou racismo após publicar uma foto de jaleco segurando “Sobrevivendo no Inferno”, dos Racionais MC’s. 🩺📚🧵 Por que a imagem de um jovem favelado na medicina ainda desperta tanto incômodo?

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O comentário foi direto: “Saudades de quando favelado não entrava em med...”. Não é apenas uma ofensa individual. Que ideia de universidade e de ciência aparece quando alguém acha que origem social deveria definir quem pode cuidar da saúde dos outros?

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João Lucas de Brito Freitas, 24, mora na comunidade do Cardoso, no Recife, e é o primeiro da família a cursar medicina. Ele registrou BO; a Polícia Civil informou que apura o caso como injúria praticada em ambiente virtual. A pergunta é: a investigação terá resposta à altura?

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A foto juntava símbolos que muita gente insiste em separar: jaleco, favela, rap e produção de conhecimento. Mas por que um futuro médico não poderia carregar sua história, sua cultura e suas referências para dentro da formação científica?

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João também é medalhista da Olimpíada Nacional em História do Brasil e iniciou o doutorado. Ainda assim, ele foi preciso: nenhuma conquista seria necessária para justificar seu direito de estar ali. Precisamos mesmo exigir excelência extraordinária de pessoas negras e pobres para reconhecer o óbvio?

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A publicação em que ele expôs o ataque passou de 150 mil curtidas. Visibilidade ajuda, mas basta indignação online quando preconceitos continuam filtrando acesso, permanência e respeito na educação médica? Uma medicina mais diversa não é favor: é parte de uma ciência mais conectada com a população.

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