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Chega tenta derrubar o governo de Luís Montenegro, mas sem o PS a conta não fecha no Parlamento. 🏛️🇵🇹

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Portugal vota nesta terça uma moção de censura apresentada pelo Chega contra o governo de centro-direita de Luís Montenegro. A iniciativa deve ser rejeitada: o partido de extrema direita não tem votos suficientes para derrubar o Executivo. 🇵🇹🧵

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A queda do governo dependeria, na prática, do Partido Socialista (PS), de centro-esquerda. Mas a sigla não pretende apoiar a moção: avalia que eleições antecipadas ampliariam a instabilidade política em um cenário econômico global já incerto.

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O Chega apresentou a moção após cobranças de explicações ao ministro da Administração Interna, Luís Neves. Ele é alvo de três inquéritos na Procuradoria da República, além de um processo no Tribunal de Contas e outro administrativo.

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Um dos casos envolve tonéis com substâncias químicas usadas na produção de drogas, apreendidos em uma construtora de um amigo. Segundo Neves, o material seria destruído no local por falta de recursos da Polícia Judiciária; a operação custaria cerca de €150 mil.

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Mesmo sem aderir à censura, a oposição sustenta que Montenegro perdeu o controle político da situação. Neves deve responder aos deputados antes da votação, em uma sessão que testa a capacidade do governo de administrar a crise.

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O episódio também expõe o cálculo da direita portuguesa. O governo classificou a iniciativa como demagógica, mas o ministro António Leitão Amaro não descartou novas alianças pontuais com o Chega — como ocorreu no pacote anti-imigração.

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Pesquisas indicam recuperação do PS, que poderia liderar as intenções de voto, enquanto AD e Chega aparecem empatados. A votação dificilmente muda o governo amanhã, mas reforça a disputa por influência — e o peso crescente da extrema direita — em Portugal.

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