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Resumo em 10 segundos

🎬 Após 8 anos, Lee Chang-dong retorna com a aposta sul-coreana ao Oscar Internacional — um filme que transforma a dor de uma greve em algo profundamente humano.

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Lee Chang-dong está de volta após 8 anos — e ‘Possible Love’, representante da Coreia do Sul no Oscar Internacional, já chegou forte a Veneza 🎬🧵 O filme cruza greve, desigualdade e a busca por afeto quando parece que tudo está fora de alcance.

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A história nasceu de um episódio real: uma demissão em massa numa grande empresa sul-coreana, em 2009, seguida pela repressão a uma greve. Lee guardou essa ideia por anos porque a realidade parecia dura demais até para virar ficção.

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No centro está Mi-Ok, operária que fabrica máscaras e segue lutando por dias melhores. Em casa, ela tenta sustentar a família enquanto o marido, Ho-Seok, carrega as marcas emocionais de ter sido demitido e participado da greve.

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A comparação com ‘Parasita’ vem fácil pelo abismo entre classes. Mas ‘Possible Love’ parece ir por outro caminho: menos sátira explosiva, mais intimidade. É sobre o que a precarização faz com a autoestima, os vínculos e até a possibilidade de sonhar.

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Um detalhe muito bom: uma documentarista entra na vida do casal para filmar os grevistas. Aí o próprio cinema vira parte da trama — quem conta a história de quem trabalha? E o que muda quando pessoas invisibilizadas passam a ser vistas?

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Com Jeon Do-yeon, Sul Kyung-gu e Cho Yeo-jeung no elenco, Lee retoma temas que marcaram filmes como ‘Poetry’, ‘Oasis’ e ‘Burning’: gente comum diante de estruturas enormes. No fim, a pergunta é simples e pesada: dá para amar com dignidade quando falta segurança para viver?

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