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Piracicaba aprovou em 1ª discussão medidas para ampliar exames no pré-natal e o acesso ao Implanon. Mas quando esses direitos chegam, de fato, às mulheres? 🩺

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Piracicaba aprovou, em 1ª discussão, dois projetos para saúde da mulher: ultrassonografia morfológica no pré-natal público e ampliação do acesso ao Implanon. 🩺🧵 Mas por que exames e contracepção eficaz ainda não são realidade garantida para todas?

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O PL 150/2026 propõe que gestantes atendidas em UBS e equipamentos municipais façam ultrassonografia morfológica de 2º trimestre, com medida do colo uterino — preferencialmente entre a 20ª e a 24ª semana. O acesso ao pré-natal pode depender da renda?

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Esse exame ajuda a avaliar a formação do feto, identificar possíveis alterações estruturais e estimar risco de parto prematuro pela medida do colo uterino. Se é uma informação tão relevante para o cuidado, por que tantas gestantes ainda ficam sem ela na rede pública?

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A justificativa reconhece uma desigualdade concreta: quem pode pagar costuma conseguir o exame com mais facilidade; quem depende exclusivamente do SUS municipal nem sempre. Pré-natal de qualidade deveria ser privilégio ou rotina do sistema?

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Já o PL 156/2026 cria um programa para ampliar o acesso ao implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel, o Implanon. É um método reversível e de longa duração. Planejamento familiar funciona sem opções reais e informação acessível?

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Não se trata de impor contracepção: trata-se de autonomia. Oferecer métodos eficazes, acompanhamento profissional e decisão informada pode ajudar a prevenir gravidezes não planejadas — respeitando escolhas, histórias e necessidades de cada mulher.

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Ainda não são leis: os dois textos precisam passar pela 2ª discussão e receber sanção do prefeito. A pergunta decisiva vem depois: haverá equipe, agenda, insumos e acompanhamento para transformar promessa legislativa em cuidado contínuo?

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Ultrassom quando indicado e contracepção escolhida livremente parecem o básico. Se a saúde pública já conhece essas necessidades, quanto tempo mais mulheres terão de esperar para que o “básico” seja universal?

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