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🚗🚶 A audiência pública pode redefinir como a cidade circula — mas um Plano de Mobilidade só funciona se sair do papel e incluir todos os deslocamentos.

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🚗🚶 Presidente Bernardes debate seu Plano Municipal de Mobilidade Urbana em audiência pública. A proposta é ouvir a população sobre trânsito e circulação no centro — uma chance de discutir mais do que vagas para carros. 🧵

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Plano de mobilidade não é apenas mapa de ruas ou mudança de sentido. Ele deveria responder a perguntas práticas: quem anda a pé consegue atravessar com segurança? Calçadas atendem cadeirantes? Ciclistas têm espaço? O transporte coletivo é uma alternativa real?

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O foco na região central faz sentido: é onde se concentram comércio, serviços e conflitos por espaço. Mas há um risco clássico: tratar congestionamento como problema isolado e responder apenas com mais fluidez para automóveis.

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Mais velocidade nem sempre significa melhor mobilidade. Ruas seguras pedem travessias visíveis, iluminação, sinalização, calçadas contínuas e redução de pontos de conflito. Para crianças, idosos e pessoas com deficiência, esses detalhes definem o direito de circular.

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A audiência promovida pela Defesa Civil Municipal também pode conectar mobilidade e prevenção: trânsito organizado reduz sinistros, facilita rotas de emergência e torna o centro mais resiliente. Segurança viária precisa entrar no plano como prioridade, não como nota de rodapé.

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Ouvir moradores é essencial, mas a etapa decisiva vem depois: transformar relatos em metas, prazos, orçamento e transparência. Um bom Plano de Mobilidade não se mede pelo documento publicado — e sim pela travessia que ficou mais segura e pelo deslocamento que passou a caber na vida de todos.

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