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Resumo em 10 segundos

Sem canal oficial de informações, uma plataforma independente transformou tecnologia em ponte para milhares de famílias. 📱🤝

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Um programador venezuelano criou, com ajuda de IA, um portal para localizar pessoas após os terremotos no país. A plataforma já reuniu dezenas de milhares de registros e virou uma ponte digital entre famílias. 📱🧵

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Jorge Bastidas, de 32 anos, estava fora da Venezuela quando os tremores atingiram o país em 24 de junho. Sem conseguir falar com a própria família — e vendo o mesmo desespero ao redor — ele cancelou compromissos e decidiu agir com código.

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Nasceu o “Desaparecidos Terremoto Venezuela”: um espaço para registrar nomes, cruzar relatos e permitir que parentes se encontrem. A ideia era simples e poderosa: quando a comunicação falha, uma plataforma pode reconectar pessoas.

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Em quase quatro meses, o site recebeu 82.610 registros. Após remover duplicidades e verificar informações com voluntários, ao menos 29.486 pessoas ainda não tinham sido contatadas. Cada dado representa uma família buscando respostas.

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A IA ajudou a organizar o grande volume de informações, enquanto voluntários fizeram a checagem humana. É um ótimo exemplo de tecnologia humanitária: automação para ganhar escala, pessoas para preservar contexto, cuidado e confiança.

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Sem uma lista oficial ou canal público de registro, iniciativas independentes acabam preenchendo uma lacuna crítica. Dados confiáveis e ferramentas acessíveis deveriam fazer parte da resposta a emergências — para acelerar buscas e reduzir a angústia.

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A lição vai além da Venezuela: tecnologia não substitui a ação pública, mas pode ampliar muito a capacidade de resposta quando é construída para servir pessoas. Um portal, uma comunidade e dados bem usados podem virar esperança concreta. ✨

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