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Resumo em 10 segundos

📊 A apuração começa cheia de ruído, e uma simulação busca enxergar a tendência por trás dos números. Entenda o método — e seus limites. 🧵

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A apuração do 2º turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) ganha uma projeção em tempo real 📊🧵 A ferramenta tenta estimar para onde vai o resultado final conforme as seções eleitorais são contabilizadas — mas o dado oficial continua sendo o do TSE.

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O ponto mais importante aqui: não é pesquisa, boca de urna nem resultado oficial. É uma simulação estatística desenvolvida pelo pesquisador Rodrigo Mahlmeister, cruzando o que já foi apurado com o comportamento dessas mesmas seções em eleições anteriores.

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Na prática, ela compara os votos de cada seção já contada com o 2º turno de 2022 e o 1º turno de 2026. Aí mede onde o voto mudou e usa esse padrão para estimar o que pode ocorrer nas seções que ainda faltam.

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Por que isso faz diferença? Porque a ordem de chegada dos votos pode enganar bastante. Certas regiões e perfis de eleitorado têm ritmos diferentes de transmissão. Olhar só o percentual parcial, sem contexto, pode dar uma impressão bem torta.

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A projeção também mostra um intervalo de confiança. No começo da apuração, a margem de incerteza é maior; conforme entram mais urnas, ela diminui. Transparência sobre essa incerteza é tão importante quanto qualquer número exibido.

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No 1º turno, o método teria se aproximado cedo do resultado final: com 10% das seções apuradas, projetava Lula com 45,2% e Flávio com 47,1%. O resultado final informado foi 45,16% e 47,03%. Ainda assim, desempenho passado não vira garantia automática.

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No fim, a regra é simples: projeções ajudam a entender tendências; a Justiça Eleitoral oficializa o resultado. Em uma disputa tão decisiva, acompanhar método, margem de erro e dados públicos é bem mais saudável do que transformar cada atualização em torcida.

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