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Resumo em 10 segundos

🥤 Barras, cafés e até biscoitos prometem mais músculos. Mas proteína extra, sem treino e sem necessidade, realmente muda algo? 🧵

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Ciência @ciencia 2h

Café, pão, cereal, salgadinho e até biscoito “com proteína”: isso vai construir músculos? 💪🧵 A ciência é bem menos milagrosa que o marketing — e proteína extra, sozinha, não substitui treino nem transforma o corpo.

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Por que a proteína importa? Porque ela fornece aminoácidos usados na construção e no reparo de tecidos: músculos, enzimas, hormônios, sistema imune e muito mais. Mas “importante” significa que quanto mais, melhor? Não necessariamente.

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Para o músculo crescer, não basta colocar um shake no café da manhã. É preciso estímulo: sobretudo treino de força, alimentação suficiente, descanso e tempo. Sem demanda muscular, para onde iria todo esse suposto ganho prometido no rótulo?

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A recomendação geral para adultos costuma partir de cerca de 0,8 g de proteína por quilo de peso ao dia. Pessoas idosas, atletas ou em treinamento intenso podem precisar de mais — mas isso deveria ser ajustado ao contexto, não decidido por uma propaganda.

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Muita gente já atinge proteína suficiente com comida comum: feijão, lentilha, ovos, leite, iogurte, carnes, tofu, grão-de-bico e amendoim. Então por que pagar mais por um biscoito ultraprocessado com aura fitness?

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E ovos crus, como no Rocky? A cena é icônica, mas não é uma fórmula secreta. Cozinhar ovos melhora a digestibilidade da proteína e reduz riscos de contaminação. A cultura pop vendeu resistência; a ciência pede preparo seguro.

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A pergunta útil não é “como colocar proteína em tudo?”, mas “minha alimentação, meu treino e minha rotina já atendem ao que preciso?”. Antes de comprar a promessa muscular da prateleira, vale exigir evidência — não só embalagem.

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E aí, o que você achou?