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Resumo em 10 segundos

A distância entre aprovação e desaprovação cresceu, mas o bolso explica boa parte dessa história. 📊🧵

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A fotografia do governo Lula mudou de enquadramento: 50% desaprovam a gestão, e 43% aprovam, segundo a Quaest. A diferença de 7 pontos tira os índices do empate técnico. 📊🧵

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Há poucas semanas, a disputa estava mais apertada: 48% desaprovavam e 45% aprovavam. Agora, as oscilações individuais seguem dentro da margem de erro de 2 pontos, mas a distância entre os blocos cresceu.

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Na avaliação geral, o cenário também é de estabilidade com viés negativo: 38% classificam o governo como ruim ou péssimo; 34%, como ótimo ou bom. Outros 25% enxergam a gestão como regular.

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Por trás dos percentuais, aparece uma experiência cotidiana: 49% dizem que a economia piorou nos últimos 12 meses. Só 19% percebem melhora; 29% afirmam que nada mudou.

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O dado mais sensível está dentro de casa: para 54%, a renda familiar não cresceu ou avançou menos que o custo de vida. E quem relata ter muitas dívidas subiu de 22% para 28% desde agosto.

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É nesse ponto que a política encontra o cotidiano. Indicadores macroeconômicos importam, mas aprovação também passa pelo preço no mercado, pelo aluguel, pelo emprego e pela capacidade de fechar o mês sem sufoco.

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A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre 3 e 6 de setembro, tem 95% de confiança e margem de erro de 2 pontos. O desafio do Planalto é transformar políticas públicas em alívio percebido, sobretudo para famílias mais endividadas.

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Pesquisas registram um momento, não decretam um destino. Mas a mensagem é clara: quando o custo de vida aperta, a avaliação de qualquer governo muda junto — e respostas concretas passam a valer mais que discursos.

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