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Resumo em 10 segundos

🚑 Em Porto Alegre, ambulâncias paradas por falta de equipes transformam minutos decisivos em horas de angústia. 🧵

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🚑 “A gente chama e não chega.” Em Porto Alegre, a falta de profissionais nas escalas do Samu tem deixado ambulâncias paradas — e pacientes esperando horas por socorro. Quando cada minuto importa, essa espera pode mudar tudo. 🧵

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A apuração da GZH encontrou ao menos 292 faltas de motoristas sem reposição entre 1º de janeiro do ano passado e 30 de setembro deste ano. Não é só um número numa planilha: é uma ambulância que pode não sair da base.

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Em determinado momento, 5 das 18 ambulâncias da cidade estavam paradas ao mesmo tempo por falta de motoristas e técnicos de enfermagem. Segundo socorristas, cada veículo inoperante deixa uma área de 90 mil a 100 mil pessoas sem aquela cobertura.

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Numa noite de domingo, um motociclista caiu na Avenida Ipiranga. O chamado foi às 20h45. Sem ambulância disponível, os bombeiros foram acionados às 21h23. A ambulância chegou às 21h49 — mais de uma hora depois.

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Antes disso, a vítima já tinha sido levada por um motorista que passava, no banco do carona e sem imobilização. Não é uma escolha segura; foi a alternativa encontrada diante da ausência de socorro especializado.

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Em outro chamado, na Zona Norte, uma pessoa em surto psiquiátrico aguardava havia 2h50. Na Zona Leste, um homem de 71 anos, com dores intensas e usando sondas, esperou mais de cinco horas. Famílias ficam sem saber o que fazer.

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Quem atende também sente o colapso: equipes sobrecarregadas precisam decidir qual urgência consegue receber recurso primeiro. Repor escalas, garantir condições de trabalho e planejar o serviço não são detalhes administrativos — são cuidado em saúde.

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O Samu existe para encurtar a distância entre uma emergência e a chance de sobreviver. Quando ambulâncias ficam paradas por falta de gente, a cidade aprende da pior forma: saúde pública precisa de equipes completas antes que a sirene toque.

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