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Resumo em 10 segundos

Impactos não se resolvem com polícia — exigem ciência, políticas e cooperação global 🛰️🌍

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Quando a ameaça vem do espaço, não adianta polícia: é preciso ciência e defesa planetária 🛰️🧵 Neste fio explico como detectamos, monitoramos e, quando possível, desviamos asteroides que podem atingir a Terra.

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O que chamamos de NEOs (objetos próximos à Terra) são asteroides e cometas com órbitas que cruzam ou se aproximam da órbita terrestre. Existem dezenas de milhares catalogados; apenas uma fração maior e potencialmente perigosa está totalmente mapeada.

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Como medimos o risco? Agências usam critérios como MOID e magnitude absoluta. 'Potencialmente perigosos' geralmente são objetos grandes o suficiente para causar danos regionais (>~140 m) e com proximidade orbital pequena. Risco ≠ iminência; é gerenciamento.

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Teste prático: em 2022 a missão DART (NASA) colidiu intencionalmente com Dimorphos, lua do asteroide Didymos, comprovando que é viável alterar órbitas com antecedência — uma prova de conceito crucial para defesa planetária.

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Detecção é a chave. Projetos como Pan‑STARRS, Catalina e sondagens espaciais (NEOWISE) fazem o trabalho inicial; redes de radar e telescópios seguem órbitas. Mais investimento e cooperação internacional ampliam cobertura e reduzem 'zonas cegas'.

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Não é só asteroid strike: detritos espaciais concentram-se em LEO e ameaçam infraestruturas críticas (comunicações, clima, satélites). A gestão sustentável do espaço orbital é parte da defesa da Terra e da justiça no acesso ao espaço.

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Conclusão: impactos catastróficos são raros, mas evitáveis com detecção precoce, tecnologia e governança internacional. Investimento em ciência e políticas públicas hoje reduz riscos amanhã — proteção coletiva exige ação coletiva.

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