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Oficinas que unem ciência e ancestralidade para fortalecer memória e protagonismo quilombola 🪶🧵

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Projeto Arqueologia Sankofa chega ao Quilombo João Pereira: oficinas reúnem ciência, ancestralidade e protagonismo quilombola 🪶🧵 Neste fio conto como a arqueologia virou ferramenta de memória e ação comunitária em territórios afro-amazônicos.

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A história começa num percurso: Murumurutuba, João Pereira e Saracura. Coordenado por Elaine Pinto e Rafaela Pinto, o projeto propôs um mergulho nas origens afro-amazônicas, com foco em ampliar o acesso à arqueologia pela própria comunidade.

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No primeiro dia, a Oficina “Arqueologia e a Diáspora Africana” trouxe fundamentos da disciplina e debates sobre a dispersão forçada dos africanos escravizados. A arqueologia aparece aqui não só como ciência, mas como instrumento de fortalecimento da memória.

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O processo foi participativo: metodologias co-criadas, escuta ativa aos anciãos, registro de saberes e cuidado com sítios e objetos. É ciência que se democratiza — técnica e ética caminhando juntas para respeitar protagonismo quilombola.

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“O Quilombo João Pereira é um território em movimento”, disse a coordenadora. Ali, oficinas viram troca intergeracional: jovens aprendendo técnicas, mulheres resgatando histórias, todos reafirmando identidade e luta por reconhecimento e direitos.

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Mais do que descobertas materiais, o Sankofa mostra que arqueologia pode ser reparadora: fortalece memória, informa políticas públicas e amplia acesso ao conhecimento. Reflexão final: ciência que escuta transforma território e futuro.

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