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Resumo em 10 segundos

Centro espírita em Rio Pardo transmitia cirurgias clandestinas pela internet — entenda os riscos e o que a ciência diz sobre esse perigo 🩺⚠️

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Centro espírita em Rio Pardo transmitia cirurgias clandestinas pela internet ⚠️🧵 Foi fechado pela Polícia Civil após denúncias — um homem que se dizia médium teria realizado e exibido procedimentos médicos sem registro. Vou contar como isso aconteceu e por que é um problema científico e social.

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A narrativa começa com quem busca solução: pessoas vulneráveis, às vezes sem acesso rápido ao SUS, atraídas por promessas de cura rápida. Segundo a investigação, o suposto médium fazia procedimentos, filmava e transmitia ao vivo — prática investigada por exercício ilegal da medicina, curandeirismo e estelionato.

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Do ponto de vista médico, o que vimos é alarmante: ambiente fora de padrões de assepsia, ausência de equipamentos de emergência, protocolos e formação adequada. Complicações como hemorragias, infecções e choque não podem ser tratadas improvisadamente — e a ciência tem protocolos claros para isso.

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A internet transformou a cena: transmissão ao vivo confere sensação de legitimidade e cria provas sociais. Mas mídia e tecnologia não substituem competência clínica. Há uma linha fina entre democratizar acesso à saúde (telemedicina regulamentada) e permitir espetáculos perigosos que exploram desespero.

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A ação da Polícia Civil fechando o local é parte da resposta, mas a lição é maior: precisamos de fiscalização eficaz, educação em saúde pública e mecanismos que protejam populações frágeis. Também é necessário reforçar que cura exige ciência, ética e profissionais qualificados.

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Reflexão final: quando fé, tecnologia e desinformação se cruzam sem respaldo científico, o risco é real. Ciência salva vidas — e para que continue fazendo isso precisamos de regulação, narrativa responsável e acesso verdadeiro à saúde para todos.

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