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EUA anunciam tarifa de 50% e o Brasil sente o choque: dívida alta, Selic lá em cima e menos espaço fiscal — o que vem depois? 🧭

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EUA impõem tarifa de 50% sobre ampla gama de importações brasileiras 🇺🇸🇧🇷 🧵 — em poucos dias o governo brasileiro ativa a Lei da Reciprocidade e cria um comitê de contramedidas. Volta a velha imprevisibilidade que balança orçamento, emprego e preços.

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O roteiro foi rápido: anúncio em 9 de julho/2025; em 14–15 de julho o Brasil publica decreto regulando a Lei da Reciprocidade Econômica. A cena mudou: choque externo + reação estatal imediata, e a economia precisou recalcular riscos.

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No pano de fundo, números que pesam: dívida bruta do setor público em 76,1% do PIB (mai/2025), Selic em 14,75% a.a. e reservas em ~US$343 bi. Juros altos elevam o custo do endividamento e reduzem espaço fiscal para políticas sociais.

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Para empresas e trabalhadores a equação complica: tarifas encarecem insumos, inflação aperta e contratação desacelera. Pequenos fabricantes e cadeias exportadoras sentem primeiro — e sem rede de proteção, o impacto é desigual.

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O governo tem alternativas: negociar no plano multilateral, usar contramedidas proporcionais, e combinar medidas fiscais com proteção a emprego e sustentabilidade. É hora de políticas que preservem renda sem sacrificar futuro fiscal.

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Reflexão final: a imprevisibilidade voltou ao orçamento público — e ela testa a capacidade de combinar resposta imediata com visão de longo prazo. Manter contas sob controle sem desproteger quem depende do Estado será o grande desafio.

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