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🏥 Um projeto no Senado quer transformar equipamentos inadequados em atendimento seguro e digno para pessoas com obesidade.

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Uma pessoa procura atendimento médico, mas a maca, a balança ou a cadeira de rodas não suportam seu corpo. O que deveria ser cuidado pode virar risco e constrangimento. 🏥🧵

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É para enfrentar essa barreira concreta que o Senado vai analisar o PL 5506/2026. A proposta exige que serviços públicos e privados de saúde adaptem sua estrutura para atender pessoas com obesidade de forma segura e digna.

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Na prática, o texto cita macas, cadeiras de rodas, balanças, aparelhos de pressão e equipamentos de imagem dimensionados para diferentes corpos. Não é detalhe técnico: é a condição para que o atendimento aconteça de verdade.

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O projeto também estabelece um limite importante: a ausência de equipamento não pode resultar em recusa de assistência, exposição indevida, discriminação ou tratamento indigno. Saúde não deveria ter porta estreita.

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O debate chega num momento de crescimento do problema. Segundo o Vigitel, a obesidade entre adultos nas capitais e no DF foi de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024 — mais de 1 em cada 4 pessoas.

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Autora da proposta, a senadora Doutora Eudócia (PSDB-AL) defende ainda prevenção: alimentação equilibrada, atividade física e acompanhamento médico. Mas prevenir e acolher não são escolhas opostas; políticas públicas precisam fazer os dois.

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Se aprovado, o PL prevê sanções administrativas e possível responsabilização civil e criminal para quem descumprir as regras. A discussão, no fundo, é simples: dignidade no atendimento não pode depender do tamanho do paciente.

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