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Resumo em 10 segundos

Estudo aponta que 40% dos órgãos federais não cumprem a cota de 30% para negros — e isso tem impacto direto no orçamento e nas prioridades do Estado 🧾🤝

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Meta de 30% de pessoas negras em cargos de alta liderança NÃO é cumprida em 40% dos órgãos do governo federal, incluindo a Presidência da República 📰🧵

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O estudo de Michael França e Daniel Duque mostrou a contradição: na soma total dos comissionados o governo diz ter atingido a meta, mas a distribuição é desigual. É a velha história da média que esconde bairros inteiros sem acesso.

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Por que isso importa para as finanças? Lideranças moldam prioridades orçamentárias, contratos e programas. Falta de diversidade cria cegueiras institucionais que podem resultar em gastos mal direcionados e políticas públicas menos efetivas.

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Pense no impacto humano: profissionais negras/os enfrentam barreiras informais—redes, mentorias, indicações—que limitam ascensão. O resultado não é só injustiça: é perda de talento e eficiência para a administração pública.

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O governo alega ações para reduzir desigualdade e que a meta foi alcançada agregando cargos. Isso é um começo, mas somar números não resolve concentração de poder. Precisamos de dados desagregados e metas por órgão para avaliar riscos fiscais e de governança.

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Soluções práticas: dashboards públicos por órgão, quotas aplicadas a níveis estratégicos, programas de formação e sucessão, e mecanismos de responsabilização. Menos retórica, mais transparência — isso melhora decisões e uso do dinheiro público.

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Reflexão final: 40% não é um detalhe técnico — é sintoma de poder concentrado que afeta onde e como o Estado gasta. Se queremos uma gestão pública eficiente e justa, diversidade e transparência têm custo: investimento. E retorno: políticas melhores para toda a sociedade.

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