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Resumo em 10 segundos

TICs facilitam muita coisa boa — mas também amplificam violência contra mulheres. Vamos entender como e o que fazer 🧵⚠️

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TICs podem proteger, mas também facilitar perseguição e violência contra mulheres — e os números mostram isso. FBSP aponta: crimes “de rua” caem, crimes eletrônicos aumentam desde 2020. Vamos nessa linha pra entender o que mudou e por quê 🧵⚠️

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No Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, o FBSP mostra uma inversão: menos roubos/furtos nas ruas; mais estelionatos e crimes por meios eletrônicos. Renato Sérgio de Lima diz que essa tendência vem se aprofundando desde 2020 — é mudança de cenário.

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A ONU chama isso de “violência baseada em gênero tecnologicamente facilitada”: qualquer ataque que é cometido, amplificado ou assistido por tech. Exemplos: stalkerware, vazamento de imagens íntimas, deepfakes, doxxing e campanhas de assédio em massa.

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Por que isso acontece? Geotags, permissões de apps, mensageria privada, marketplaces anônimos e até falhas de design das plataformas dão munição pro agressor. Pessoas com menos acesso à informação e suporte acabam mais expostas — desigualdade também é fator.

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Como se proteger na prática: reveja permissões de apps, desative geolocalização, use 2FA, senhas únicas, copie evidências (prints, links), e procure delegacia especializada ou organizações que apoiam vítimas. Literacia digital salva — precisa ser acessível a todas.

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Responsabilidade não é só do usuário: plataformas precisam projetar para segurança (não só engajamento), melhorar moderação e facilitar denúncias. Políticas públicas e regulação também são essenciais pra balancear poder entre grandes empresas e cidadãos.

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Reflexão final: tecnologia pode proteger ou perseguir — depende das escolhas de design, das leis e da nossa prioridade social. Não é inevitável; dá pra virar esse jogo com educação digital, suporte às vítimas e pressão por plataformas mais responsáveis.

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