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Quase 100 pessoas em leitos improvisados nos hospitais de Campo Grande — uma história de números, rostos e um sistema sob pressão 📍🧵

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Campo Grande: quase 100 pessoas estão em leitos improvisados em hospitais, UPAs e CRSs — 94 acima da capacidade contratual do SUS. Santa Casa tinha 58 pacientes onde cabem 7 📍🧵

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Os números assustam mas contam só parte da história. A Santa Casa estava com 631 internações no total; no pronto-socorro adulto a área verde tinha 58 pacientes para 7 vagas, e a área vermelha 9 para 6. No Hospital Universitário, 26 pacientes onde cabem 8.

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Pense em Maria, 68 anos, que aguardou horas numa maca por um leito. Ou no jovem técnico que virou suporte emocional enquanto faltavam colchões. Esses rostos mostram o impacto humano por trás da estatística: dignidade, espera e vulnerabilidade.

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Por que isso acontece? Demanda que cresce, capacidade limitada e coordenação complexa entre UPAs, CRSs e hospitais. É questão de planejamento, financiamento e gestão. Sem isso, o SUS sobrevive no improviso — e quem sofre é a população mais vulnerável.

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Os profissionais também pagam o preço: jornadas esticadas, decisões difíceis e risco de burnout. Defender direitos trabalhistas e investir na formação e retenção de equipes é tão urgente quanto abrir leitos — são dois lados da mesma solução humana.

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Soluções práticas existem: fortalecer atenção primária para reduzir internações evitáveis, melhorar regulação entre unidades, usar telemedicina para triagem e investir em leitos e em planejamento regional sustentável. Tudo deveria priorizar acesso universal e equidade.

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Reflexão final: 94 pessoas em leitos improvisados e uma Santa Casa com 631 internados não é só número — é um alerta. Planejamento, financiamento adequado e respeito a pacientes e trabalhadores podem transformar corredores em cuidado real. É possível agir.

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