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Resumo em 10 segundos

O principal programa federal para combater a violência contra a mulher perdeu mais da metade do orçamento em uma década. O que isso significa para quem depende desses serviços? 🇧🇷🧵

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Programa federal de enfrentamento à violência contra a mulher opera hoje com menos da metade do orçamento de uma década atrás, diz governo; verba espalhada por ministérios e representantes de Temer e Bolsonaro não responderam 🧵

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A história começa em 2015: naquele ano o programa atingiu seu pico e a rede de apoio cresceu. Depois, cortes nos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro foram reduzindo recursos aos poucos — e com isso enfraqueceram serviços que demoraram anos para se construir.

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Agora, o governo Lula afirma que a verba existe, mas foi diluída entre ministérios. Na prática, organizações que atendem vítimas veem menos abrigos, menos atendimento 24h e menos apoio jurídico e psicológico. Fragmentar dinheiro não é o mesmo que fortalecer políticas.

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Na periferia, uma coordenadora de abrigo — uma voz que representa muitas — resume o impacto: turnos cortados, profissionais sobrecarregados, projetos de reinserção suspensos. O efeito não é só estatístico; é humano, direto e cotidiano.

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Do ponto de vista das políticas públicas, há duas leituras: realocar verbas pode fazer sentido com coordenação; mas sem metas claras, monitoramento e orçamento centralizado para a causa, a prática vira descontinuidade. Inclusão e acesso demandam estrutura, não improviso.

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A ausência de respostas de governos anteriores revela um problema maior: memória institucional frágil e pouca prestação de contas. Recuperar eficácia passa por transparência, participação da sociedade civil e respeito aos direitos trabalhistas de quem atende as vítimas.

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Reflexão final: cortar orçamento para proteção das mulheres não é economia — é custo social futuro. Reverter esses estragos exige política pública consistente, orçamento visível e pressão cidadã. Sem isso, ganhos de uma década podem desaparecer.

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