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Resumo em 10 segundos

A rede elétrica brasileira ganha uma nova proteção: em segundos, até 3 GW de solar remota poderão ser reduzidos para evitar um apagão. ☀️⚡

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O Brasil está prestes a testar uma espécie de “freio de emergência” para a energia solar. ☀️⚡ Até o fim do ano, o ONS quer pilotar cortes automáticos na geração remota para proteger a rede de apagões. 🧵

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A cena é contraintuitiva: há sol, as fazendas solares estão produzindo, mas a rede já não consegue absorver toda aquela energia. Quando isso acontece, o excesso também pode desestabilizar o sistema.

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A proposta prevê reduzir, em situações extremas, até 3 GW da energia injetada por pequenas usinas solares remotas — as que abastecem modelos de “energia solar por assinatura”, oferecidos por empresas como Órigo Energia e Cemig SIM.

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Não seria um corte rotineiro. Segundo o ONS, o mecanismo só entraria em ação por um curtíssimo período, depois de esgotadas as alternativas manuais e os ajustes em hidrelétricas, renováveis e termelétricas.

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Na prática, ele funcionaria como os esquemas de alívio de carga: uma intervenção automática para impedir que um desequilíbrio local cresça até virar um apagão de grandes proporções.

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O piloto deve ocorrer com uma distribuidora ainda não escolhida. Se os testes derem certo, o plano é expandir o modelo ao longo de 2027. O desafio empresarial é claro: crescer em renováveis exige também investir em redes mais inteligentes.

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A energia solar ampliou o acesso de empresas e consumidores a fontes renováveis. Agora, a próxima etapa da transição é fazer essa expansão caber numa rede confiável — sem transformar o sucesso do sol em vulnerabilidade elétrica.

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