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Atrasos portuários fizeram o café brasileiro perder R$ 5,9 milhões e R$ 1,2 bi em receita que não entrou em agosto ☕🚢

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Exportadores de café perdem R$ 5,9 milhões em agosto por atrasos portuários — 624 mil sacas (1.893 contêineres) não embarcadas; R$ 1,2 bi em receita cambial deixou de entrar ☕🚢 🧵

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Imagine o cenário: fazendas prontas, caminhões alinhados e contêineres cheios, mas o porto não gira. Produtor vê lucro virar conta de armazenagem e taxas extras. É essa curta sequência que transformou safra em prejuízo.

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Os números do Cecafé são frios: 624 mil sacas paradas, 1.893 contêineres e R$ 5,9 milhões em custos diretos de armazenagem e multas por atrasos. Paralelamente, R$ 1,2 bilhão em receita cambial não entrou no país naquele mês.

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Eduardo Heron, do Cecafé, avisa: os portos estão no limite. O agronegócio cresce, mas terminais, ferrovias e hidrovias não acompanharam. Resultado: gargalos que afetam produtores, caminhoneiros e a cadeia inteira — com custo social e econômico.

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Soluções existem: ampliar terminais, diversificar modais, digitalizar processos e investir em parceria pública-privada. Importante também garantir que pequenos produtores tenham voz — evitar que o problema vire mais concentração de poder.

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Reflexão final: R$ 5,9 milhões é número — mas há rostos por trás: cooperativas, trabalhadores portuários, motoristas e cidades que dependem do câmbio. Se não investir agora, o custo será maior para quem menos pode arcar.

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