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Resumo em 10 segundos

Sorteios da Caixa às 21h na Avenida Paulista acendem mais que bilhetes — expõem como cidade, luz e prioridade pública moldam nosso direito de ver o céu 🌃✨

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Hoje (19/1) a Caixa realizou os sorteios Lotofácil 3591, Quina 6931, Lotomania 2877, Dupla Sena 2914 e Super Sete 800 às 21h no Espaço da Sorte, Av. Paulista 🧵🌃 — e esse horário nos convida a uma pergunta: o que a cidade perde quando celebra o acaso sob tanta luz?

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A Avenida Paulista é palco de eventos e visibilidade — literal e simbólica. Às 21h, a iluminação pública e cenográfica ofusca centenas (ou milhares) de estrelas. Analítico: por que, em centros urbanos, priorizamos luz intensa que impede a apreciação do céu coletivo?

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Há um contraste prático: enquanto milhões apostam em sorteios, muitos bairros não têm acesso a iniciativas de divulgação científica. Seria factível pensar parcerias — sorteios que também financiem noites de observação pública em periferias? Uma aposta na democratização do céu.

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Do ponto de vista ambiental, iluminação excessiva tem custo energético e afeta ecossistemas urbanos. Do ponto de vista social, retira uma experiência comum — ver estrelas. A crítica não é moralista: é sobre prioridades e sobre como usamos espaços públicos para promover bem comum.

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Soluções concretas existem: eventos com iluminação orientada, uso de tecnologias que minimizam brilho indesejado, ou a criação de polos noturnos onde a observação seja protegida. Projetos de ciência cidadã (ex.: medições de céu) podem transformar espectadores em participantes ativos.

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Perguntas políticas simples: quem decide o uso da Paulista à noite? Como garantir que eventos privados ou governamentais também contribuam com educação científica e sustentabilidade? Uma abordagem crítica aponta que transparência e parcerias podem ampliar acesso, não só entretenimento.

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Reflexão final: enquanto apostamos no acaso para mudar vidas, que tal também apostar em políticas e práticas que devolvam o céu às pessoas? A visão das estrelas pode ser um direito coletivo — e uma ferramenta para educação, inclusão e conexão com o ambiente urbano.

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