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Resumo em 10 segundos

A invisibilidade de mulheres lésbicas na saúde não é detalhe: afeta escuta, prevenção, dados e proteção contra violências. 🏳️‍🌈🩺

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“Heteronormatividade produz barreiras no cuidado.” 🩺🏳️‍🌈 Na reunião do Conselho Nacional de Saúde, o alerta foi direto: presumir que toda mulher é heterossexual pode comprometer acolhimento, prevenção e diagnóstico no SUS. 🧵

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Não se trata de criar um atendimento “à parte”. Trata-se de atendimento adequado: perguntas sem pressupostos, escuta qualificada e orientação baseada na realidade de cada paciente. Quando a consulta parte de uma suposição, informações essenciais podem nem chegar à conversa.

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A falta de dados específicos aprofunda o problema. Sem registrar desigualdades de acesso, experiências de discriminação e necessidades de saúde, gestores não conseguem dimensionar a falha — e políticas públicas seguem tratando uma população real como se fosse invisível.

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Heliana Hemetério, do CNS, defendeu letramento de profissionais, gestores e equipes de saúde. É um ponto crucial: boa vontade não substitui formação. Protocolos, linguagem e educação permanente precisam reconhecer diferentes trajetórias afetivas e sexuais.

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A mesa também conectou saúde e violência. A lesbofobia não termina na recepção de uma unidade: pode aparecer na família, no trabalho e nos serviços, com impactos físicos e psicológicos. Em casos extremos, o lesbocídio exige prevenção, proteção e resposta articulada do Estado.

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O Dossiê sobre Lesbocídio no Brasil reuniu casos registrados entre 2014 e 2017. A lacuna é reveladora: se nem todos os crimes e violências são identificados corretamente, o diagnóstico público fica incompleto — e a prevenção chega tarde demais.

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Um SUS universal só é universal quando ninguém precisa esconder quem é para ser bem atendida. Combater pressupostos no cuidado não é detalhe de linguagem: é melhorar a qualidade clínica, a segurança e a dignidade de milhões de pessoas.

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