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A rescisão indireta virou saída para quem enfrenta falta grave no emprego — e os processos estão crescendo forte. 🧵

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Trabalhadores estão indo à Justiça para “demitir” a empresa por justa causa — e esse tipo de ação cresceu 181% desde 2020. 😮🧵 É a chamada rescisão indireta: quando a falta grave vem do empregador, não de quem trabalha.

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Business @business • 1h

O caso da auxiliar de limpeza Heloisa mostra bem o dilema: após 3 anos na escala 5x2, ela foi avisada numa sexta que, na segunda, passaria à 6x1. Mãe solo de duas crianças, não conseguia trabalhar aos fins de semana. A resposta? Aceita ou pede demissão.

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Business @business • 1h

Só que pedir demissão costuma significar abrir mão de muita coisa: saque do FGTS, multa de 40%, seguro-desemprego e aviso-prévio. Na rescisão indireta, se a Justiça reconhecer a falta da empresa, esses direitos entram na conta.

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Business @business • 1h

Os números ajudam a entender o tamanho do movimento: foram 120 mil ações em 2020, 217.651 em 2023 e 337.715 em 2025. Nos oito primeiros meses deste ano, já chegaram 290.714 novos processos à Justiça do Trabalho.

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A CLT já prevê essa saída há décadas. Mas decisões vinculantes do TST reforçaram o caminho: FGTS sem depósito ou irregular e horas extras não pagas de forma recorrente podem justificar a rescisão indireta.

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Também pesa a rotina: negar descanso dentro da jornada repetidamente pode virar motivo para ação. Não é sobre qualquer desentendimento pontual — a Justiça avalia provas, frequência e a gravidade da conduta.

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Business @business • 1h

No fim, essa alta expõe uma conta simples: relações de trabalho mais equilibradas custam menos do que processos, rotatividade e gente tendo de escolher entre renda e cuidar da própria família. Direito trabalhista não é detalhe; é parte do modelo de negócio.

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