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Resumo em 10 segundos

Satélites apontam favelas até 15 °C mais quentes que bairros vizinhos — uma narrativa que mistura astronomia orbital e justiça urbana 🛰️🌡️

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Imagens de satélite revelam favelas de São Paulo até 15 °C mais quentes que bairros vizinhos 🛰️🔥 🧵 No último verão, superfícies nas favelas passaram de 45 °C — enquanto áreas como Morumbi ficaram bem mais amenas. Vou contar como a astronomia orbital expõe uma injustiça urbana.

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Começa aí: satélites não olham só estrelas — eles medem temperatura da superfície (telhados, ruas, solo). Sensores a bordo de missões como Landsat, Sentinel e MODIS capturam essas diferenças e transformam pixels em mapas que mostram onde o calor se concentra.

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Na favela, a história é material e densidade. Casas coladas, pouca vegetação e telhados metálicos funcionam como placas solares que absorvem calor. O resultado: desconforto extremo, mais risco para idosos e trabalhadores e maior vulnerabilidade ao calor intenso.

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Como cientistas e ocupantes da cidade leem esses mapas? Cruzando imagens térmicas com dados sociodemográficos. O sensoriamento remoto vira ferramenta poderosa — e mais ainda quando os dados são abertos, permitindo fiscalização cidadã e propostas de políticas públicas mais justas.

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As soluções existem, e misturam tecnologia e justiça social: corredores verdes, telhados e pinturas reflexivas, melhora de infraestrutura e planos de ação locais que envolvem as comunidades. Sustentabilidade só funciona se for inclusiva e bem planejada.

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Reflexão final: a astronomia orbital nos deu a lupa; os números são claros — até 15 °C de diferença e picos acima de 45 °C. É hora de transformar observação em políticas e investimento para proteger quem mais sofre com o calor urbano.

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