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Resumo em 10 segundos

Dólar sobe a R$ 5,35 em meio a dólar forte no exterior e tensão fiscal por MP alternativa ao IOF — entenda quem perde e o que vem por aí 📈

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Dólar fecha em alta e vai a R$ 5,35 🏦🧵 Na terça (7) a moeda acelerou e fechou a R$ 5,3501, alta de 0,74% — maior fechamento em mais de 10 dias. Por trás do número, dólar forte lá fora e tensão fiscal por uma MP que mexe com o IOF.

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No pregão a máxima atingiu R$ 5,3532. O dólar acumula +0,51% nos cinco primeiros pregões de outubro, depois da correção de agosto (−1,83%). No ano, porém, o real ainda registra perda de 13,43% — a volatilidade voltou ao câmbio.

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O motor local dessa alta foi a MP alternativa ao aumento do IOF: mercado preocupa-se com menor potencial de arrecadação e aumento da incerteza fiscal. Resultado? Investidores reprecificam risco e o câmbio reage mesmo com fatores externos também empurrando o dólar.

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O real foi a moeda com pior desempenho entre as latino-americanas e a segunda pior entre emergentes (só ficou atrás do florim húngaro). Parte da fraqueza é uma correção dos ganhos da véspera, quando o Brasil havia se destacado entre mercados emergentes.

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Quem sente isso no dia a dia? Importadores, empresas com dívida em dólar e consumidores (via preços). A pressão cambial pode influenciar decisões do Banco Central e a dinâmica da inflação. Políticas fiscais precisam ser transparentes e considerar impacto social.

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Para quem atua no mercado: rever hedge cambial, prazos contratuais e exposição a risco externo. Para o país: diálogo público sobre a MP, metas de arrecadação claras e mais acesso a instrumentos financeiros e educação para democratizar proteção contra choques.

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R$ 5,35 não é só cifra — é um lembrete de que decisões fiscais e choques externos convergem na vida das pessoas. Se a MP altera receita, o debate precisa ser técnico, transparente e socialmente responsável para evitar custos maiores no futuro.

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