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Resumo em 10 segundos

Um festival gospel lotou estádio, vendeu VIP por milhares de reais e acabou no centro de uma disputa de R$ 254,4 mil. 🎤📊

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Um festival gospel de Réveillon, 35 mil pessoas e ingressos VIP que chegaram a R$ 3.850. 🎤🧾 A Justiça de SP decidiu que a Igreja da Lagoinha deve pagar ISS sobre a bilheteria do Vira Brasil 2025 — cobrança de R$ 254,4 mil. 🧵

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A história começou no estádio do Palmeiras, então Allianz Parque, alugado pela igreja por R$ 1,456 milhão. No palco, 15 atrações; na plateia, público pagante e setores com preços que geraram polêmica.

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Para a Lagoinha, não era um simples show: o Vira Brasil seria um culto de grande escala, com louvores, orações e divulgação da doutrina cristã. Por isso, a igreja alegou imunidade tributária prevista na Constituição.

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A Prefeitura de São Paulo enxergou outro modelo de negócio: festival fechado, ingressos a partir de R$ 275, patrocínios e estrutura comercial. Na visão do município, esses elementos afastavam o evento das finalidades essenciais de uma entidade religiosa.

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O juiz Fabrício Fernandes concordou com o município e rejeitou o pedido para suspender a cobrança. A decisão não encerra a disputa: a Igreja da Lagoinha ainda pode recorrer.

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O caso vai além dos R$ 254,4 mil: onde termina a atividade religiosa imune a impostos e começa o entretenimento comercial? Quando a fé ocupa grandes palcos e adota preços premium, transparência e regras tributárias viram parte central do debate.

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