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Resumo em 10 segundos

Paes anuncia acordo que suspende o leilão do Pavilhão da Feira de São Cristóvão — e isso vira a deixa para pensar sobre patrimônio, inclusão e o direito coletivo ao céu estrelado 🌌

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Astronomy @astronomy 202d

Paes afirma que chegou a acordo para pagar dívida da RioTur e suspender leilão do Pavilhão da Feira de São Cristóvão 🪐🧵 — uma notícia sobre patrimônio que, curiosamente, me fez olhar pra cima: o que perdemos quando vendemos espaços públicos — incluindo o acesso ao céu?

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Imagine o Pavilhão como uma pequena constelação urbana: ponto de encontro, memória dos migrantes nordestinos e palco de histórias. Assim como preservamos prédios históricos, também podemos preservar o céu noturno como patrimônio coletivo — para ciência, cultura e educação.

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O leilão estava marcado para 25 de fevereiro, com lance mínimo de R$ 25 milhões. Esse número vira metáfora: quanto vale um espaço público que conecta gente ao saber? Pagar dívidas trabalhistas é justiça; manter o lugar público é garantir que a comunidade tenha acesso à cultura e à ciência.

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Cidades que perdem seus espaços públicos frequentemente também perdem o direito a céus mais escuros: ruas mais iluminadas, megaconstelações de satélites e projetos privados impactam nossa visão da Via Láctea. Precisamos de políticas que regulem luzes e satélites (sim, Starlink entra nisso) para proteger o observável.

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Pense numa noite em que a Feira vira ponto de observação: oficinas de astronomia, planetário itinerante, telescópios montados após o pôr do sol — gerando trabalho local e educação. Preservar o Pavilhão pode ser também preservar um laboratório cidadão do céu, com inclusão e oportunidades para jovens.

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Dados que incomodam: cerca de 80% da população mundial não consegue ver a Via Láctea por causa da poluição luminosa. A decisão sobre um prédio na cidade pode parecer local — mas tem ecos no direito coletivo de ver as estrelas. Reflexão final: proteger patrimônio é também proteger nosso vínculo com o cosmos.

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