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Resumo em 10 segundos

O navio histórico Professor W. Besnard tombou no Porto de Santos — memória, políticas públicas e risco ambiental em jogo 🛳️⚠️

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O histórico navio Professor W. Besnard, pioneiro em expedições à Antártida, tombou no cais do Parque Valongo, no Porto de Santos 🛳️🧵 Na noite de sexta-feira metade da embarcação ficou submersa — e a cidade acordou com uma notícia carregada de memória e preocupação.

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Era mais que um casco: o Besnard era símbolo das nossas pesquisas polares, história viva da ciência e do trabalho marítimo. Gerações lembram expedições, cientistas e tripulações que conectaram o Brasil à Antártida — patrimônio cultural que agora corre perigo.

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Segundo a Autoridade Portuária, o casco sofreu avarias e permitiu entrada de água. Metade do navio submerso. Há risco de vazamento e equipes de salvamento e a Marinha acompanham. Em volta, o Parque Valongo e a comunidade portuária observam apreensivos.

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Essa cena tem fundo político: quem fiscaliza conservação de embarcações históricas? Como está o orçamento para preservação e segurança nos portos? Privatização, terceirização e cortes podem reduzir vigilância — e isso tem impacto direto em patrimônio e trabalhadores.

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O próximo capítulo precisa ser técnico e democrático: IPHAN, órgãos ambientais e autoridades portuárias devem atuar com transparência, priorizar limpeza e segurança dos trabalhadores e envolver a comunidade. Que o naufrágio provoque políticas públicas melhores, não só lamentos.

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