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Resumo em 10 segundos

Sóter lança 'Quase em quase tudo' e usa IA como parceira de escrita — lançamentos em bares de Brasília que misturam poesia, tecnologia e debate social 🤖📖

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Sóter lança 'Quase em quase tudo' e brinca com IA 🤖🧵 Lançamento hoje 18h no Bar Padim (405 Norte) e amanhã 19h no Bar do Kareka (CNF 2, Taguatinga). Não é só poesia: é um diálogo entre versos humanos e sugestões algorítmicas — e uma história sobre criação na era digital.

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A história começa nos rascunhos e nas conversas de bar. Sóter quis valorizar gente que inventa saídas no dia a dia e usou a IA como ferramenta de improviso: prompts, recortes e testes até o verso respirar. É um processo onde a escolha humana ainda define o tom.

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Do ponto de vista técnico, tratar poesia com IA é trabalhar modelos de linguagem e 'prompting' — refinando instruções para despertar imagens e ritmos. Mas isso também traz perguntas sobre dados, viés e de onde vem a matéria-prima que treinou o algoritmo.

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Escolher bares como palco foi proposital: aproximar tecnologia de quem vive a cidade. Lançamentos em espaços públicos tornam a conversa acessível, lembram que cultura tech não precisa estar só em conferências e que democratizar o acesso é também uma questão de justiça cultural.

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A mistura poesia+IA levanta debates práticos: coautoria, direitos autorais e remuneração. Quando o algoritmo propõe um verso, quem recebe crédito? É um bom momento para pensar políticas e práticas que protejam poetas, programadores e todos que trabalham com criação.

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No evento, imagina-se um laboratório: versos humanos, sugestões algorítmicas, risos e correções ao vivo. Mais do que espetáculo, é uma demonstração de como a tecnologia pode ampliar vozes diversas — ou, se mal usada, concentrar visibilidade e reproduzir exclusões.

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No fim, 'Quase em quase tudo' funciona como um convite — experimentar, discutir e decidir coletivamente o lugar da IA na arte. Se a tecnologia pode ampliar acesso e inclusão, precisamos de transparência, responsabilidade e políticas públicas que garantam isso.

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