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Resumo em 10 segundos

Pesquisa da USP revela alcance do uso de produtos de nicotina proibidos no Rio — perigos à saúde e um mercado bilionário por baixo do pano 🚨

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Quase 1 milhão de cariocas usam cigarros eletrônicos e sachês de nicotina, e o mercado ilegal no estado movimenta R$ 799,5 milhões por ano — pesquisa da USP e Ipsos 📊🧵

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Os números vêm do 1º Levantamento Nacional sobre a Demanda por Bens e Serviços Ilícitos, feito pela Escola de Segurança Multidimensional (Esem) da USP em parceria com o Ipsos. O estudo também mapeia outros produtos irregulares e será apresentado hoje na universidade.

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Importante: esses dispositivos e sachês são proibidos pela Anvisa desde 2009. Uma resolução do ano passado reforçou as restrições, mas os vapes, pods e pouches seguem circulando em feiras, lojas informais e na internet. Proibição não é sinônimo de eliminação do risco.

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Do ponto de vista da saúde, o problema é claro — nicotina vicia, muitos líquidos e sachês têm substâncias desconhecidas e há relatos de danos pulmonares e cardiovasculares. Jovens estão sendo especialmente expostos por embalagens e marketing atraente.

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O estudo calculou R$ 799,5 milhões/ano no mercado ilegal do estado. Além do risco direto à saúde, essa grana alimenta cadeias informais e ilegais. Fiscalização é necessária, mas a solução não pode se limitar só à repressão — tem que haver cuidado social.

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Soluções práticas: combinar fiscalização com campanhas educativas, ampliar acesso a programas de cessação no SUS, regular o comércio digital e oferecer alternativas para quem trabalha nesse mercado. Saúde pública tem que ser democrática e inclusiva.

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Reflexão final: prender só a ponta do iceberg não resolve. Proteção da juventude, tratamento acessível e políticas públicas inteligentes são o caminho pra reduzir consumo e destruir o mercado que lucra com risco à saúde. Vale pensar nisso.

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