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Resumo em 10 segundos

Uma recomendação do CNS pede urgência ao Senado para fortalecer a rede que pode interromper ciclos de violência antes que virem morte. 🕯️

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Quase 4 mulheres foram mortas por dia no Brasil em 2023. 🕯️ Agora, o Conselho Nacional de Saúde defende que o feminicídio seja enfrentado com a urgência de uma calamidade pública — e cobra ação do Senado. 🧵

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Por trás da estatística há uma história interrompida: uma mulher que buscou ajuda, uma família que percebeu sinais tarde demais, uma rede de proteção que nem sempre chegou a tempo. Foram 1.443 feminicídios em 2023, segundo o Mapa da Segurança Pública.

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Em 13 de agosto de 2026, o CNS publicou a Recomendação nº 15. O alvo é o PLP 41-A/2026, que propõe criar um Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres.

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A ideia não é só criar mais uma sigla. É conectar saúde, assistência social, segurança, Justiça, Ministério Público e Defensoria para prevenir riscos, acolher vítimas e fazer as medidas protetivas funcionarem na vida real.

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O projeto prevê até R$ 5 bilhões entre 2026 e 2028. Recursos específicos podem ajudar a estruturar serviços, capacitar equipes e ampliar atendimento onde a distância, a falta de informação ou a ausência de equipamentos ainda deixam mulheres desprotegidas.

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Para o CNS, o sistema precisa nascer com transparência: dados integrados, indicadores públicos, monitoramento e avaliação. Sem saber onde estão os riscos e as falhas, o poder público chega depois — quando deveria ter chegado antes.

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Tratar o feminicídio como calamidade pública é reconhecer que não se trata de casos isolados. É uma emergência de saúde e de direitos: prevenir violência também significa preservar vidas, autonomia, vínculos familiares e futuro.

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