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Resumo em 10 segundos

🔐 Um ataque ligado à geração fraca de seeds fez a Qubic parar a rede. Entenda o que foi afetado, por que os fundos foram congelados e quais são os próximos passos.

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A Qubic parou sua blockchain após um invasor drenar cerca de US$ 1,4 milhão de mais de 1.400 carteiras. 🔐🧵 A origem do problema teria sido a geração fraca de “seeds”, a chave-mestra que protege os criptoativos.

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Primeiro, o básico: uma seed phrase é uma sequência secreta usada para recuperar e controlar uma carteira. Se ela é previsível ou gerada com pouca aleatoriedade, alguém pode reproduzi-la — e assumir os fundos sem precisar “quebrar” a criptografia.

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Segundo a Qubic, a falha atingiu seeds criadas em navegadores de iPhone e iPad, no Safari para Mac em determinadas versões e no app iOS da rede antes de julho de 2025. O ataque envolveu 2,94 trilhões de QU, token nativo do projeto.

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A rede foi interrompida no tick 85.371.949. Em blockchain, pausar a operação é uma medida extrema, mas pode evitar novas movimentações enquanto a equipe investiga, identifica carteiras afetadas e discute como recuperar os valores congelados.

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Há um detalhe importante: 87,1% dos fundos roubados teriam permanecido dentro da própria Qubic e foram congelados. Os outros 12,9% chegaram à exchange MEXC, que, segundo o projeto, bloqueou a conta receptora em cerca de uma hora.

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Agora, os Computors — validadores da Qubic — deverão votar nas opções de recuperação. Isso mostra o lado prático da governança em redes cripto: decisões técnicas com impacto direto sobre usuários precisam de regras claras, transparência e prestação de contas.

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A Qubic diz ter corrigido a geração de seeds na carteira web e promete um relatório técnico após definir o plano de recuperação. A lição vale para todo o setor: descentralização não elimina responsabilidade; segurança começa no software que cria a chave do usuário.

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