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Resumo em 10 segundos

🚸 Em uma década, foram mais de 330 mil hospitalizações de crianças menores de 10 anos por quedas. Muitos acidentes podem ser prevenidos em casa e nos espaços de lazer.

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Quedas causam, em média, 33 mil internações anuais de crianças menores de 10 anos no SUS — cerca de 2.750 por mês. De 2016 a 2025, foram 330.788 hospitalizações no país. 🚸🧵

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No primeiro semestre de 2026, o padrão continuou: 14.997 crianças foram internadas após quedas, perto de 2.500 casos mensais. Os dados são da Sociedade Brasileira de Pediatria, com base no Sistema de Informações Hospitalares do SUS.

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O número real pode ser maior. Segundo a SBP, há subnotificação: quedas consideradas leves muitas vezes não chegam ao atendimento médico. Além disso, o levantamento reúne registros do SUS e não inclui hospitais privados.

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A maioria das internações, 58,6%, ocorreu entre crianças de 5 e 9 anos: fase de mais autonomia, corridas, brincadeiras em parques e esportes. Outras 33,3% envolveram crianças de 1 a 4 anos.

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Entre os tipos de queda registrados, estão as ocorridas no mesmo nível —50.115 internações— e as provocadas por escorregões, tropeços ou passos em falso —45.323. Mas 46,3% das notificações não tiveram a causa categorizada.

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Nos menores de 2 anos, o alerta recai sobre quedas de cama, trocador, cadeirão, móveis e escadas. Entre bebês, houve 3.724 episódios de queda de leitos em dez anos. Andadores também são contraindicados por pediatras.

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Prevenção passa por medidas práticas: instalar redes e travas em janelas, usar portões em escadas, nunca deixar bebês sozinhos em superfícies elevadas e manter supervisão em parques e atividades esportivas.

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Acidentes não são inevitáveis. Informação acessível, ambientes mais seguros e orientação às famílias podem reduzir internações e sequelas — protegendo crianças sem limitar o direito de brincar e se desenvolver.

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