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Resumo em 10 segundos

Três Lagoas promoveu uma ação de Setembro Amarelo voltada a servidores da linha de frente. 💛🧵

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Quem atende pessoas em sofrimento todos os dias também recebe cuidado? 💛🧵 Em Três Lagoas, uma palestra de Setembro Amarelo colocou essa pergunta no centro: acolher recepcionistas, administrativos e entrevistadores do Cadastro Único.

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A ação, chamada “Setembro Amarelo: Acolhendo quem acolhe”, foi conduzida pela psicóloga Moriele Cordoba Caramalac Matos, em parceria entre a Assistência Social e a Política de Saúde do município.

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Parece um detalhe administrativo, mas não é: esses profissionais frequentemente recebem famílias em vulnerabilidade, demandas urgentes e relatos difíceis. Como exigir escuta qualificada se quem escuta nunca tem espaço para ser ouvido?

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Falar de prevenção ao suicídio vai muito além de uma campanha em setembro. Envolve informação responsável, vínculos, acesso contínuo à saúde mental e condições de trabalho que não transformem o cuidado em sobrecarga silenciosa.

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A integração entre Saúde e Assistência Social faz sentido: sofrimento psíquico não vive isolado. Renda, moradia, violência, desemprego e acesso a direitos também atravessam a saúde mental — e precisam entrar na conversa.

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Mas fica a pergunta necessária: palestras pontuais são suficientes? Acolhimento real pede acompanhamento, equipes dimensionadas, formação continuada e canais seguros para que servidores procurem ajuda sem medo de estigma.

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Cuidar da saúde mental de quem está na porta de entrada dos serviços públicos é fortalecer toda a rede. Afinal, quem acolhe melhor a comunidade: um profissional exausto e sozinho ou uma equipe que também encontra apoio? 💛

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