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Resumo em 10 segundos

São Sebastião levou saberes caiçaras, lixo marinho e ciência participativa ao encontro nacional em Curitiba. 🔬🌊

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O que muda quando pescadores, estudantes e comunidades também ajudam a produzir ciência? 🔬🌊 São Sebastião apresentou saberes caiçaras, monitoramento ambiental e lixo marinho no II Encontro Brasileiro de Ciência Cidadã, na UFPR. 🧵

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O encontro, realizado de 9 a 11 de setembro de 2026 em Curitiba, discutiu uma pergunta central: a ciência cidadã avançou o bastante para dividir decisões — e não só coletar dados da população?

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A educadora Ana Gabriela de Jesus Araújo, da rede municipal de São Sebastião, levou sua pesquisa sobre conhecimentos tradicionais da pesca artesanal caiçara. Por que tratar esse saber, acumulado por gerações, como algo secundário?

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O foco também está nos conflitos com sistemas regulatórios de monitoramento ambiental. Regras são essenciais, mas o monitoramento funciona melhor quando escuta quem conhece diariamente as marés, os peixes e as mudanças da costa, não?

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Outro destaque foi o projeto Psicoletores: ciência cidadã para compreender o lixo internacional na Costa Norte paulista. Se resíduos atravessam oceanos e chegam às praias, por que a responsabilidade quase sempre recai só sobre quem vive no litoral?

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Ciência cidadã não é “ciência menor”. É método, registro, parceria e debate público — aproximando escola, universidade e território. Mas participação real exige acesso a formação, recursos e reconhecimento para comunidades e educadores.

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A questão que fica: quantas soluções ambientais seguem invisíveis porque ainda procuramos respostas apenas em laboratórios, e não também nos territórios? Democratizar a ciência pode começar por aprender a ouvir. 🌊

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