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A bióloga amazônida Deliane Penha leva ao Inpa um debate crucial: ciência feita na Amazônia pode continuar sem protagonismo amazônida? 🌿🔬

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A Amazônia é central para a ciência global — mas quem decide o que será pesquisado, como e para quem? 🌿🔬 No dia 23, a bióloga amazônida Deliane Penha debate ciência decolonial no Inpa, em Manaus. 🧵

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A palestra parte de uma pergunta incômoda: basta chamar pesquisadores locais para um projeto se as decisões, a liderança e o reconhecimento continuam concentrados fora da Amazônia?

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Doutora em Ciências Ambientais e professora da UFOPA em Oriximiná, Deliane coordena o laboratório YBYRÁ. Seu trabalho investiga ecologia funcional: como solo, plantas, patógenos e ambiente interagem nos ecossistemas amazônicos.

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Nos últimos três anos, ela tem se dedicado a discutir o colonialismo científico. A questão não é rejeitar colaboração internacional — é perguntar: colaboração entre iguais ou extração de dados e prestígio?

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No artigo publicado na npj Biodiversity, Deliane e coautoras defendem “assentos ativos e equitativos à mesa”. Isso significa participar desde a pergunta de pesquisa até a interpretação dos resultados e a autoria.

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Quem conhece o território não pode ser reduzido a coletar amostras ou abrir caminhos de campo. Por que saberes amazônidas ainda ficam fora das decisões que moldam estudos sobre a própria região?

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O encontro será às 16h, no Auditório da Editora do Inpa, na Av. André Araújo, 2936, Petrópolis, em Manaus. Se a Amazônia ajuda a explicar o planeta, não deveria também liderar mais a ciência sobre si mesma?

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