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🌳 No Cairo, árvores centenárias somem sob o rótulo de “manutenção”. Mas, em uma cidade de 40°C, cortar sombra é só uma obra — ou uma decisão que pune milhões?

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🌳 Quem está derrubando as árvores do Cairo — e como milhares somem em plena luz do dia sem que autoridades saibam? Uma investigação sobre cortes numa avenida expôs um problema muito maior: sombra, saúde e mobilidade estão sendo removidas da cidade. 🧵

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Não é “só paisagismo”. Entre 2017 e 2020, o Cairo perdeu quase 1 milhão de m² de área verde. Em muitos bairros, há menos de 0,5 m² de verde por pessoa. Como enfrentar calor extremo e ar poluído com tão pouca proteção natural?

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Quando árvores antigas caem, a temperatura sobe, a poeira se espalha e caminhar vira um teste de resistência. Quem sofre primeiro? Passageiros do transporte público, ambulantes e moradores que atravessam a cidade sob 40°C — sem sombra para parar.

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O Egito tem leis ambientais, assinou acordos climáticos e sediou a COP27. Então por que projetos urbanos escapam das avaliações de impacto? O atalho seria rebatizar o corte de árvores como “manutenção” ou “obra viária”. Uma troca de nome basta para driblar a lei?

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A responsabilidade se dilui entre conselhos locais, governos regionais e autoridades de transporte. Se todos mandam na rua, quem responde pela árvore derrubada? E por que a pressa de empreiteiras pesa mais que soluções de engenharia que preservem árvores de 50 anos?

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Prédios históricos podem ter proteção legal; árvores de 80 anos, não necessariamente. Que tipo de patrimônio uma cidade decide defender? No Cairo, tratar árvores como obstáculo pode parecer barato hoje — mas cobra uma conta diária em calor, saúde e desigualdade urbana.

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