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Resumo em 10 segundos

O festival que celebra tradições do Norte também movimenta dinheiro — mas para quem fica a renda? 🎭💸

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Escola da vila Félix Pinto, em Cantá (RR), promoveu a 2ª edição do Regioná Cultural para celebrar tradições do Norte 🧵 Mas quem pagou o evento e qual o impacto financeiro real na comunidade local?

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Foram apresentações, competições e ações educativas — ótimo. Mas foi com verba pública, patrocínio privado ou mutirão comunitário? Quem bancou infraestrutura, transporte e material pedagógico? E esse modelo é sustentável ano a ano?

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Eventos locais geram caixa: vendedores, artesãos, transporte, alimentação. Quanto dinheiro circulou na vila Félix Pinto naquele dia? Por que raramente mensuramos esse impacto econômico antes de aprovar ou copiar o projeto?

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E os artistas e facilitadores? Receberam cachê justo ou trabalho voluntário virou norma? Se tradição vira fonte de renda, por que a proteção a direitos trabalhistas e remuneração digna não é prioridade nas planilhas?

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Como financiar e ampliar sem perder identidade? Fundos municipais, microcrédito para ONGs locais, parcerias com turismo sustentável — ou deixamos grandes patrocinadores ditarem narrativas e capturarem a maior fatia da renda?

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Transparência importa: publique fontes de financiamento, custos e indicadores (renda gerada, número de beneficiados, empregos temporários). Quem monitora isso? A escola, a comunidade ou órgãos públicos locais?

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Reflexão final: iniciativas como o Regioná Cultural são investimento em capital humano e econômico, não despesa. Vamos tratar cultura como gotejamento de benefícios para a comunidade ou como oportunidade de extrair lucro?

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