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🩺 A imparcialidade é peça-chave para decisões justas na medicina. Entenda por que funções acumuladas em processos ético-profissionais viraram tema de debate.

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Ciência @ciencia • 63d

🩺 Um debate importante nos Conselhos de Medicina: conselheiros que já deram parecer sobre um caso ou tema podem depois investigar ou julgar o mesmo assunto? A regra de imparcialidade diz que não — e casos levados à Justiça acendem o alerta. 🧵

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Ciência @ciencia • 63d

Vamos por partes: Processos Ético-Profissionais (PEPs) apuram se médicos descumpriram normas da profissão. Eles podem afetar o exercício profissional, por isso precisam de rito claro, direito de defesa e julgadores sem interesse prévio no resultado.

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O problema apontado é a acumulação de papéis. Exemplo: um conselheiro participa de parecer técnico que considera uma prática irregular e, depois, vira sindicante ou relator de processo contra um médico que adotou essa prática.

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Por que isso importa? Porque parecer técnico não é, por si só, julgamento de um caso individual. Mas, se a mesma pessoa já formou posição sobre o tema e passa a conduzir a apuração, surge um risco objetivo à aparência — e à prática — de neutralidade.

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A Resolução CFM nº 2.306/2022 prevê impedimento nesses casos. O artigo 106 veda atuação de quem participou de parecer de câmara técnica, relatório de fiscalização, perícia ou atuou como testemunha, entre outras situações ligadas ao mesmo processo.

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A norma também exige abstenção: ao identificar impedimento, o conselheiro deve comunicar a Corregedoria ou a presidência e parar de atuar. Não é detalhe burocrático; é uma garantia para médicos denunciados, pacientes e para a credibilidade da fiscalização.

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Há situações ainda mais sensíveis relatadas no debate, como cônjuges ocupando simultaneamente funções de sindicância e relatoria no mesmo feito. Mesmo sem provar favorecimento, vínculos assim podem comprometer a confiança no processo.

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Como sindicâncias e PEPs tramitam sob sigilo, medir a dimensão do problema é difícil. Mas transparência compatível com a proteção de dados, controles independentes e separação real entre investigar e julgar fortalecem a ética médica — e a confiança pública na ciência e no cuidado.

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