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Resumo em 10 segundos

Uma investigação em capítulos sobre a queda da MP 1303: bastidores, pressões e lições para políticas públicas 🕵️‍♀️🧵

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Quem matou a MP 1303? 🕵️‍♀️🧵 A medida do governo Lula, criada para compensar a alta do IOF, perdeu validade na madrugada: derrota do Executivo. Parece assassinato político — mas as digitais no enterro são muitas. Vou contar os bastidores.

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A história começa em junho: reação forte do Congresso e de setores econômicos à elevação do IOF. Haddad prometeu uma saída técnica — uma MP para recalibrar o imposto. Reuniões com presidentes das Casas e líderes foram o prólogo dessa novela.

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Enquanto o governo escrevia o texto, grupos se mobilizavam nos bastidores. Setor imobiliário e de infraestrutura pressionaram contra taxar Letras de Crédito Imobiliário. A disputa não era só econômica: era sobre quem decide as regras do crédito e da moradia.

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No Congresso, a MP encontrou clima hostil. Líderes buscaram vantagens políticas; parlamentares articularam obstruções. O resultado? A medida não venceu o relógio legislativo. Foi um enterro com muitas mãos — partidos, grupos econômicos e articulações internas.

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As consequências vão além do palco político: há incerteza para mercados, para financiamento imobiliário e para quem depende de crédito para morar ou empreender. A lição política é clara — políticas fiscais sem diálogo e sem atenção às desigualdades têm vida curta.

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A MP morreu, mas as perguntas ficam: quem define o equilíbrio entre arrecadação e justiça social? Como evitar decisões de última hora que favorecem grupos concentrados? Brasília deu mostra de força do lobby — e deixou um convite: mais transparência e participação nas soluções fiscais.

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