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A ciência promete equidade na saúde, mas suas próprias barreiras ainda silenciam países e pesquisadores. 🔬🌍

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A ciência da saúde quer combater desigualdades — mas quem decide quais estudos circulam pelo mundo? 🔬🌍 Cobrar caro para publicar e ainda mais pelo acesso aberto não transforma conhecimento em privilégio? 🧵

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O alerta de Carmino de Souza é direto: apesar da promessa de equidade reforçada desde a Declaração de Alma-Ata, o sistema global de saúde ainda reproduz concentração de poder, exclusão e acesso desigual.

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Países de alta renda concentram recursos, financiamento e influência editorial. Já países de baixa e média renda, como o Brasil, enfrentam grandes desafios sanitários com menos verba — e menor espaço para definir a agenda científica.

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A pandemia de Covid-19 escancarou a assimetria: quem financia a pesquisa? Quem assina os artigos? Quem entra nos conselhos editoriais? E, sobretudo, quais experiências ficam de fora das decisões sobre saúde global?

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Há uma contradição incômoda: um estudo pode ser essencial para uma comunidade, mas taxas de publicação — as APCs — podem impedir seus autores de divulgá-lo. Se o conhecimento não é acessível, para quem a ciência está trabalhando?

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O programa da CAPES que apoia pagamentos a editoras conveniadas ajuda a reduzir essa barreira no Brasil. Mas uma iniciativa pontual basta diante de um modelo internacional que frequentemente cobra para publicar e para ler?

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Barreiras linguísticas também pesam. Quando o inglês e instituições de poucos países definem o padrão, conhecimentos locais, profissionais da linha de frente e comunidades afetadas ganham menos voz. Ciência sem diversidade enxerga tudo?

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Equidade, diversidade e inclusão não são extras na ciência da saúde: são condições para produzir evidência melhor. A pergunta que fica é simples e urgente: vamos tratar o conhecimento como bem público ou como produto de luxo?

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