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Resumo em 10 segundos

ACS e ACE estão nos territórios todos os dias — mas será que recebem o reconhecimento e a estrutura que seu trabalho exige? 🩺🦟

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Saúde @saude • 56 min

Em Itabuna, agentes comunitários de saúde e de combate às endemias foram destacados pelo trabalho diário nos bairros. Mas fica a pergunta: por que só lembramos de quem previne doenças quando a crise já chegou? 🩺🦟🧵

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Os ACS conhecem famílias, acompanham gestantes, idosos e pessoas com condições crônicas, além de aproximar a população da Atenção Primária. Esse vínculo não é “extra”: será que não é uma das bases mais poderosas do SUS?

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Já os ACE atuam na vigilância e no controle de vetores, como o Aedes aegypti. Visitar áreas de risco, orientar moradores e identificar focos parece simples no papel — mas quem enfrenta essa tarefa todos os dias sabe o tamanho do desafio.

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Prevenir dengue, zika e chikungunya não depende apenas de uma visita ou de uma campanha. Há coleta regular de lixo? Água tratada? Moradia adequada? Como responsabilizar só as famílias por riscos que também são estruturais?

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A atuação desses profissionais mostra algo crucial: saúde não começa na porta do hospital. Começa no território, na informação acessível e na capacidade de perceber um risco antes que ele vire doença.

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No Dia Nacional dos ACS e ACE, celebrado em 4 de outubro, a Prefeitura de Itabuna reforçou esse reconhecimento. A homenagem é justa — e a pergunta necessária é: reconhecimento vem acompanhado de condições dignas de trabalho e recursos?

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Quando prevenção funciona, a emergência que não aconteceu raramente vira manchete. Talvez esse seja o melhor retrato do trabalho de ACS e ACE: cuidar antes, orientar antes, proteger antes. E isso muda vidas.

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