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Microsoft, Amazon e Meta avançam no Quênia enquanto negociações públicas seguem pouco transparentes — e trabalhadores cobram responsabilidade. 🌍🧵

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O Quênia está abrindo espaço para gigantes como Microsoft, Amazon e Meta — mas boa parte dos acordos segue longe dos olhos da população. E, no meio disso, trabalhadores terceirizados enfrentam uma briga pesada por direitos. 🌍🧵

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O caso mais simbólico envolve moderadores de conteúdo do Facebook. Daniel Motaung processou a Sama e a Meta em 2022 por condições de trabalho ligadas à exposição constante a material perturbador. Em 2023, outros 43 moderadores entraram na ação.

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A Sama era a terceirizada contratada para esse serviço no Quênia. Na prática, ela integrava uma cadeia que permitia à Meta deslocar para trabalhadores quenianos uma das tarefas mais pesadas e invisíveis da internet.

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A Meta tentou sair do processo dizendo que a Justiça queniana não teria jurisdição sobre uma empresa dos EUA. Só que, em 20 de setembro de 2024, o Tribunal de Apelação do Quênia rejeitou esse argumento.

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Pouco depois, apareceu um projeto de lei para o setor de terceirização. Um dos pontos em disputa: quem responde pelas condições de trabalho? Só a empresa contratada localmente ou também a gigante que lucra e define parte das regras?

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Em dezembro de 2024, o presidente William Ruto disse que a Sama o procurou por causa dos processos e afirmou que a lei havia mudado. Mas o projeto ainda tramitava no Parlamento — e entidades empresariais defendiam limitar a responsabilidade das contratantes.

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Enquanto Microsoft negocia projetos no setor agrícola e a Amazon amplia presença no país, a pergunta é bem direta: quais contrapartidas foram acertadas, quem fiscaliza e onde a população pode consultar esses acordos? Transparência não é detalhe; é controle democrático.

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