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Comunidade quilombola de Campo Grande é a primeira inscrita no novo Livro do Tombo do Iphan. Um reconhecimento que protege memória, território e futuro. ✊🏿🏛️

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O Quilombo Tia Eva, em Campo Grande, agora é oficialmente Patrimônio Cultural Brasileiro 🏛️✊🏿 A comunidade recebeu o título de tombamento do Iphan e entrou para a história como a primeira inscrita no novo Livro do Tombo voltado a antigos quilombos. 🧵

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Não é só uma placa ou um documento, tá? O tombamento reconhece e ajuda a proteger um território construído por memória, fé, trabalho e resistência negra — bem no meio de uma área urbana de Campo Grande.

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A história começa com Eva Maria de Jesus. Nascida escravizada no interior de Goiás, ela conquistou a alforria e, no início do século XX, adquiriu as terras onde a comunidade se formou. Foi curandeira, parteira, cozinheira, lavadeira e benzedeira.

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Conhecida como Tia Eva, ela deixou um legado que segue vivo nos descendentes, nas celebrações e na devoção a São Benedito. A Igrejinha de São Benedito, um dos símbolos do território, já tinha proteção municipal e estadual.

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O novo Livro do Tombo do Iphan foi criado justamente para registrar documentos e sítios ligados às reminiscências históricas de antigos quilombos. A inscrição do Tia Eva, feita em maio, abre um marco importante para outras comunidades do país.

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A entrega reuniu a ministra Margareth Menezes, representantes do Iphan, lideranças quilombolas, griôs, jovens e crianças. Também rolou debate sobre como políticas culturais podem chegar de verdade aos territórios — e não ficar só no papel.

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Preservar o Quilombo Tia Eva é reconhecer que patrimônio não é só prédio antigo: é gente, saberes, celebrações e direito ao território. Quando a memória quilombola ganha proteção pública, o Brasil enxerga melhor a própria história.

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