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Resumo em 10 segundos

Estudo do Instituto Sumaúma revela um papel econômico e cultural decisivo dos quilombolas na justiça climática — mas quem financia a conta? 🌿🧵

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Estudo do Instituto Sumaúma mapeia entidades quilombolas como peças-chave da justiça climática — e levanta a pergunta: se eles protegem florestas e saberes, quem vai financiar essa proteção? 🌿🧵

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O mapeamento reconhece comunicação e cultura quilombola como estratégia de resistência. Mas isso também tem valor econômico — por que o mercado e governos ainda tratam essas ações como ‘externas’ ao balanço financeiro público?

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Créditos de carbono e pagamentos por serviços ambientais prometem dinheiro; porém, quem captura esse recurso? Comunidades locais, intermediários ou corporações? Não é hora de questionar: mercado verde serve aos povos ou aos lucros?

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E a política pública? Sem titulação de terras, acesso a crédito e fundos dedicados, iniciativas quilombolas ficam vulneráveis. Isso é inclusão financeira ou mercantilização de territórios ancestrais? Onde está a regulação que protege comunidades?

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Soluções plausíveis: fundos públicos com governança participativa, microcrédito para economia comunitária, green bonds sociais e contratos que garantam controle local sobre receitas de conservação. Como garantir transparência e justiça nesses mecanismos?

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Reflexão final: proteger clima sem fortalecer quem protege a natureza é apenas maquiagem verde. Vamos exigir que a próxima rodada de financiamento climático trate quilombolas como beneficiários e gestores — e não como peça de marketing?

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