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💊 O varejo farmacêutico cresceu 10,1% no semestre e vendeu 4,3 bilhões de unidades. Mas faturamento recorde significa acesso real à saúde? 🧵

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O varejo farmacêutico brasileiro faturou R$ 130,2 bilhões no 1º semestre, alta de 10,1%, com 4,3 bilhões de unidades vendidas. 💊 Mas um mercado maior quer dizer uma população mais saudável — ou apenas mais dependente de remédios? 🧵

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Em 12 meses até junho, foram R$ 258,3 bilhões e 8,6 bilhões de unidades comercializadas. O valor cresceu bem mais que o volume: 10,7% contra 3,7%. Quanto desse salto vem de preços mais altos, e quanto de novas necessidades de cuidado?

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Os distribuidores levaram cerca de 55% das unidades aos pontos de venda; vendas diretas da indústria ficaram com 45%. Essa logística é decisiva para o acesso — mas quem garante que medicamentos essenciais cheguem com preço justo a cada município?

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O Nordeste teve o maior avanço em valor entre as regiões: 7,6% em 12 meses, à frente do Norte (7%). É expansão de acesso, envelhecimento da população, maior diagnóstico ou pressão de preços? Sem dados locais, celebrar o número pode ser cedo.

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Genéricos são parte central dessa equação: associadas da Abafarma responderam por 45,3% das vendas de genéricos com prescrição na distribuição. Se alternativas equivalentes existem, por que tantos pacientes ainda interrompem tratamentos por custo?

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As 14 associadas da entidade concentraram 62,1% do mercado nacional de distribuição ao varejo e atendem 85.352 pontos de dispensação. Escala pode melhorar a logística, claro. Mas concentração também exige transparência, concorrência e regulação atenta, não?

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O dado mais importante talvez não seja R$ 130,2 bilhões: é saber se a pessoa encontra o medicamento certo, na hora certa, e consegue pagar pelo tratamento completo. Crescer vendas é simples de medir. Medir acesso efetivo à saúde, por que ainda é tão difícil?

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