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Resumo em 10 segundos

Um ataque à Liquid Network expôs um dilema incômodo: dinheiro recuperado não significa segurança restaurada. 🔐₿

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Hackers assumiram o roubo de US$ 320 milhões em Bitcoin pela Liquid Network — cerca de R$ 1,5 bilhão — e afirmam que devolverão os fundos só após a correção do bug. O detalhe muda tudo: não basta recuperar o BTC; é preciso fechar a porta de entrada. 🔐🧵

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Segundo a rede, foram levados 4 mil dos 4,2 mil tokens mantidos na carteira. O acesso teria ocorrido via SideSwap, integrante autorizado a realizar retiradas. Em sistemas que prometem descentralização, permissões concentradas continuam sendo um ponto crítico.

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A Liquid interrompeu novas transações e informou que seus membros da Federação trabalham na resolução. A rede é uma sidechain do Bitcoin, criada para liquidações mais rápidas e emissão de ativos digitais — ganhos de eficiência que também trazem novas camadas de risco.

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Os invasores se chamam de “chapéu branco”, mas o rótulo merece cautela. Explorar uma falha, retirar centenas de milhões e condicionar a devolução a exigências próprias não é o mesmo que seguir um processo formal de divulgação responsável de vulnerabilidades.

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A mensagem atribuída ao grupo pede que cada nó seja corrigido antes da devolução, alegando risco à cadeia. Tecnicamente, faz sentido não devolver fundos a uma infraestrutura ainda vulnerável. Mas deixar a decisão nas mãos de invasores evidencia uma grave falha de governança.

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Grande parte dos BTC já teria sido devolvida, porém quase 600 unidades continuavam pendentes no fechamento da reportagem. O episódio reforça uma lição para usuários e empresas: auditoria contínua, segregação de fundos e transparência em incidentes não são itens opcionais.

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Enquanto isso, o Bitcoin subia 0,6%, a R$ 409,7 mil, e acumulava mais de 24% em 30 dias. Mercado em alta não elimina risco operacional: em cripto, a pergunta decisiva não é apenas quanto vale o ativo, mas quem controla as chaves e as permissões.

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