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Resumo em 10 segundos

Enquanto muita gente olha só para o Bitcoin, o dinheiro cripto que mais circula no Brasil está atrelado ao dólar. 💵🪙

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Brasileiros movimentaram R$ 283 bilhões em cripto no 1º semestre — uma média de R$ 1,56 bilhão por dia. Mas o protagonista dessa história não foi o Bitcoin: foram as stablecoins atreladas ao dólar. 💵🪙 🧵

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Os dados da Receita Federal, divulgados no fim de agosto, mostram uma alta de 21% ante o mesmo período de 2025. É o maior volume para um primeiro semestre desde o início da série histórica, em 2019.

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No topo, a USDT, da Tether: R$ 199,5 bilhões negociados. Sozinha, ela respondeu por 70,5% de todo o mercado declarado no período — um retrato de como o dólar digital ganhou espaço entre brasileiros.

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A USDC, emitida pela Circle, veio em seguida com R$ 38,3 bilhões. Juntas, USDT e USDC concentraram quase 84% de toda a movimentação cripto no Brasil. O mercado fala “cripto”, mas opera cada vez mais em dólar.

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E os gigantes tradicionais? Bitcoin movimentou R$ 13,2 bilhões; Ethereum, R$ 3,4 bilhões. Relevantes, mas distantes das stablecoins — usadas para negociação, proteção cambial e transferências no ecossistema digital.

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A maior parte passou por exchanges sediadas no Brasil: R$ 177 bilhões. Outros R$ 65 bilhões foram movimentados por autocustódia, em carteiras privadas, e R$ 39,7 bilhões por plataformas estrangeiras.

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Agora, a Receita quer ampliar o cruzamento de dados nacionais e internacionais, alinhando o país a um padrão da OCDE. O desafio será equilibrar fiscalização contra fraudes e lavagem de dinheiro com regras claras para quem usa cripto de forma legítima.

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O número final conta uma história maior: cripto no Brasil deixou de ser apenas aposta em valorização. Para milhões, stablecoins já funcionam como infraestrutura financeira digital — e a transparência das regras precisará acompanhar essa escala.

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