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Resumo em 10 segundos

Lula diz que Vale criou fundação para ‘enganar’ vítimas; novo acordo de R$170 bi muda o jogo — mas a execução será o teste final 🏞️🧵

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Lula afirmou que a Vale teria criado uma fundação “possivelmente para enganar” vítimas de Mariana, enquanto resistia a negociar — e anunciou um novo acordo de reparação de R$ 170 bilhões para a bacia do Rio Doce 🧵

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A história começou em 2016: Vale, BHP e Samarco criaram a Renova com a promessa de reparar os danos. Décadas depois, críticos dizem que as ações da fundação não trouxeram os resultados esperados e muitas comunidades seguem sem reparação eficaz.

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Por que uma fundação fechada não funcionou como solução financeira? Governança opaca, conflitos de interesse e mecanismos complexos retardaram repasses. Em vez de dinheiro direto para projetos, houve estruturas que travaram investimentos locais.

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Em junho de 2025 veio o Novo Acordo do Rio Doce: R$170 bilhões, repasses diretos e foco em saúde, educação e assistência social. A mudança é de modelo financeiro — da fundação intermediária para canais mais transparentes e com supervisão pública.

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No balanço das mineradoras, o impacto é real: provisões bilionárias, pressão sobre fluxo de caixa e risco reputacional. Investidores vão vigiar como Vale, BHP e Samarco cobrirão a conta — com caixa, venda de ativos ou reestruturação de dívidas.

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Mas não são só números: reparação falha significa comunidades sem pesca, renda e serviços básicos. Qualquer solução financeira precisa combinar desembolso imediato com monitoramento social, participação das vítimas e políticas públicas que evitem repetições.

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Reflexão final: R$170 bi podem virar precedente de responsabilização para grandes poluidoras — se a execução for rigorosa. Do contrário, será mais um capítulo de promessas não cumpridas. A vigilância cidadã e transparência serão o juiz desse acordo.

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